Amazon, Apple, Facebook e Google

Quando a internet foi projetada, ainda na década de 50, seu objetivo era estritamente militar, para auxiliar na defesa contra bombas nucleares. Até 1995, quando a internet foi privatizada, seu uso era proibido para fins comerciais, sendo utilizada por membros restritos à universidades e laboratórios de pesquisa científica.

No estudo de caso “Amazon, Apple, Facebook e Google”, publicado pela Harvard Business School, os autores John Deighton e Leora Kornfeld analisam o boom da internet e sua utilização nas práticas de marketing. Para isso, o artigo foca as ações de marketing para internet distintas realizadas pelas empresas que titulam o trabalho. Nesse panorama, o Google liderava a propaganda online; o facebook, as redes sociais e a Amazon as vendas de varejo online. A Apple desenvolvia os dispositivos por onde os usuários passariam a acessar o ambiente virtual. Nessa briga pelo estabelecimento de padrões na utilização do marketing online, não havia uma divisão ordenada, entre as quatro empresas, referente ao espólio da criação do mercado.

Apesar da internet já vir sendo usada comercialmente a algum tempo, pode-se afirmar que início das operações da Amazon em 1995, que balizaram o cenário da venda online. O número de produtos vendidos através da plataforma era inigualável, tanto no ambiente online como off-line. Para se ter uma ideia da potencia comercial, em 2013, sua receita de varejo chega a U$$ 31 bilhões, o que representava aproximadamente um quinto da soma total da receita dos 100 maiores vendedores online.

A Amazon traçou estratégias de marketing digital afim de buscar os visitantes que visitavam o site, mas não efetuavam a compra. Ainda em 2001, lançou um sistema de propaganda eficiente. No qual, o visitante que demonstrasse interesse em um produto teria seu navegador rastreado por um cookie, que mostraria a mercadoria procurada mesmo em outros sites ou plataformas.  A Amazon também planejava criar lojas físicas, para que os visitantes pudessem conhecer os produtos e posteriormente efetivar a compra pelo sistema digital.

Até 1998, quando o Google foi criado, a maioria das pessoas tinham os grandes portais como AOL, Yahoo e MSN como escolhas para suas páginas iniciais ao abrir o navegador. Os mesmos utilizavam o excelente tráfego das visitas para rentabilizar seus negócios com a vendas de publicidade online. Nesta época a página do Google oferecia apenas pesquisa, já que o seu objetivo principal era licenciar seu algoritmo para grandes portais. Já em 2000, o buscador começou a comercializar espaços publicitários, definindo o valor do investimento de acordo com o número de cliques na caixa de texto. A partir de 2004, o Google iniciou uma expansão nos negócios ao adquirir outras empresas e desenvolver novos produtos. Um bom exemplo disso, foi a aquisição do You Tube em 2006 e da DoubleClick, plataforma dominante de propaganda online. Outro momento marcante, foi o investimento para entrar no universo dos smartphones com a criação do sistema Android e a compra da Motorola Company.

O Facebook, criado em 2004, transformou a experiência na internet por usuários de redes sociais e se tornando um dos principais sites visitados. Faltava para a plataforma rentabilizar esses acessos por meio de publicidade online. Em 2013, apenas nos EUA, esse número chegava a 153 milhões se usuários que visitavam a rede social pelo menos uma vez por mês. Então o facebook iniciou a venda de publicidade para anunciantes que quisessem comprar o direito de anunciar em páginas de amigos de um fá, por exemplo.

As mídias online era um mercado em franco crescimento. E depois do lançamento do Iphone pela Apple, em 2007, a forma de acessar a rede mudou. Em 2012, uma média de 15% das pesquisas partia de dispositivos móveis. E aproximadamente 50% das visitas a mídias sociais também. Mesmo assim, o Google saia na frente ao controlar o mercado da propaganda móvel. Inclusive a plataforma cobrava mais barato por cliques em sites de anunciantes que viessem por meio de dispositivos móveis.

Ao analisar a trajetória dessas empresas gigantes da internet, percebe-se um crescimento nunca antes visto na história moderna. Pode-se afirmar que essas empresas participaram ativamente de uma revolução digital, que trouce grande benefícios tanto para os consumidores quando para empresas anunciantes. Uma coisa é certa esse novo conceito de marketing digital acabou atingindo diretamente a rentabilidade das demais mídias impressas. O mercado de marketing online continua em constante mudança para acompanhar os padrões de hábitos dos usuários da internet móvel.

 

EFERÊNCIA: DEIGHTON Jonh; KORNFELD Leora. Amazon, Apple, Facebook e Google. Estudo de caso Harvard Bussiness School, 2013.19p